SANTOS INVESTE EM TECNOLOGIA E CAMINHA PARA CONCEITO DE PORTO 4.0

Publicado em: | Categoria: Notícia de Comércio Exterior

Santos investe em tecnologia e caminha para conceito de porto 4.0

A Autoridade Portuária de Santos vem desenvolvendo projetos para transformar Santos no conceito de porto 4.0. A empresa contratou projetos ao Polo Tecnológico de São José dos Campos, ao Itaipu Parquetec e à Poli-USP/Fundação Vanzolini para a implantação de uma série de inovações. Beto Mendes, diretor de operações da APS, informa que também está contratado o VTMIS (Vessel Traffic Management Information System, ou Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações), uma inovação que o porto tenta implantar há 14 anos. Trata-se de um sistema eletrônico avançado usado para monitorar, controlar e gerenciar o tráfego de navios em áreas portuárias e vias navegáveis.

“Acabamos de licitar o VTMIS e estabelecemos uma parceira com o Polo Tecnológico de São José dos Campos (SP) para a implantação de um hub de inovação. E contratamos o PMIS — Sistema de Informação em Gerenciamento de Projetos (Project Management Information System), conjunto de ferramentas tecnológicas que vai nos dar condições de implantar o PCS (Port Community System) — plataforma digital usada para integrar e gerenciar fluxos de informações em portos gerenciando o acervo e o observatório tecnológico do porto de Santos”, enumerou Mendes.

Outro acordo com o Polo Tecnológico de São José de Campos prevê a implantação do CDT Port, que vai beneficiar os importadores, exportadores e embarcadores e contribuir para reduzir o custo para o agronegócio. Hoje, existem dois sistemas de agendamento em Santos — um para contêineres e outro para grãos, baseado em sistemas antigos que não se comunicam.

“É como se fossem dois portos independentes e as outras cargas não têm sistemas de agendamento. Agora todas as cargas terão de fazer agendamento e teremos uma visão dos caminhões que estão vindo para Santos e poderemos nos comunicar com os motoristas, que vão receber informações sobre seu agendamento e indicação de pontos de parada se for necessário reagendar. Numa segunda etapa, também vamos nos comunicar com os REDECs. Também licitamos a implantação do projeto ‘Porto Mais Seguro’, que utiliza o conceito de Smart Cities (cidades inteligentes) com monitoramento de câmeras” disse o diretor de operações.

Com o Parquetec, a Poli-USP e a Fundação Vanzolini há projetos que utilizam recursos de gêmeo digital, simulações, machine learning e inteligência artificial rodando sobre uma rede privativa 4G. “Por meio da Fundação Vanzolini, os professores da USP fizeram um projeto com cálculos matemáticos para o sequenciamento de navios. São 11 mil operações de atracação e desatracação todos os anos. Se pudermos melhorar a eficiência em dez minutos de cada um. Acabamos de receber os estudos do professor doutor Daniel Mota, especialista nesta área. Agora estão escrevendo o ETP TR para contratar essa tecnologia”, disse Mendes.

Daniel Mota contou que, como professor da USP, tem um projeto de pesquisa pelo CNPq que visa a usar imagens de navios e inteligência artificial embarcada em câmeras para identificar o status das embarcações e a taxa de carregamento e descarregamento. “A pesquisa é financiada pelo CNPq e está dentro da linha de pesquisa CT Aquaviário. Há diversos equipamentos espalhados pelo porto em especial em berço de granel sólido. A APS é parceira do projeto e temos antenas 4G LTE e câmeras para tramitar as imagens. Essa solução substitui processos que eram feitos de forma manual e identifica produtividade, segurança para mapear situações de risco. Outra iniciativa é a proposta de um método de sequenciamento de navios, que foi tema do meu doutorado. O sistema faz a otimização para organizar a entrada e saída dos navios considerando-se as normas da capitania dos portos”, detalhou Mota.


Fonte: Portal Portos e Navios