DO GRÃO AO CONTÊINER: PORTOS BRASILEIROS MOVIMENTAM CARGAS ESTRATÉGICAS NO PRIMEIRO SEMESTRE
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Do grão ao contêiner: portos brasileiros movimentam cargas estratégicas no primeiro semestre
Levantamento do MPor reuniu dados de nove portos de diferentes regiões do país e mostra o desempenho da movimentação e os destaques por tipo de carga no período

O Porto de Suape (PE) movimentou 13,7 milhões de toneladas no primeiro semestre. Foto: Divulgação/Porto de Suape
Os portos brasileiros têm papel essencial na circulação de mercadorias e na conexão do país com o comércio internacional. Diariamente, terminais portuários movimentam diferentes tipos de cargas, como grãos, minérios, combustíveis, contêineres, veículos, insumos e bens de consumo, atendendo tanto ao mercado interno quanto às operações de importação e exportação.
No primeiro semestre de 2026, portos de diferentes regiões registraram crescimento na movimentação de cargas. Entre os destaques estão complexos como Santos (SP), Suape (PE), Itaqui (MA) e Itajaí (SC), além dos portos públicos da Bahia e dos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná.
A movimentação portuária está diretamente ligada ao escoamento da produção, ao abastecimento de insumos, à circulação de bens e à integração entre diferentes modais de transporte. Por isso, acompanhar esses dados ajuda a compreender o funcionamento da logística brasileira e a importância dos portos para a economia do país.
Confira, a seguir, o desempenho dos portos no primeiro semestre de 2026:

Porto de Santos (SP)
Considerado o maior porto da América Latina, o Porto de Santos movimentou no primeiro semestre do ano 92,8 milhões de toneladas, resultado 5,05% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (88,3 milhões de toneladas). Desse total, 68,71 milhões de toneladas corresponderam a cargas de exportação, enquanto 24,08 milhões de toneladas foram de importação.
Nas importações, o maior volume foi registrado em carga geral, com 14,54 milhões de toneladas, puxado principalmente pela carga conteinerizada, que somou 14,10 milhões de toneladas. Em seguida aparecem os granéis sólidos, com 5,71 milhões de toneladas, tendo o adubo como principal carga do grupo, com 3,72 milhões de toneladas. Já os granéis líquidos importados somaram 3,82 milhões de toneladas, com destaque para óleo diesel e gasóleo, que alcançaram 1,56 milhão.
Nas exportações, os granéis sólidos lideraram a movimentação, com 41,04 milhões de toneladas, impulsionados principalmente pela soja em grãos, que somou 25,61 milhões de toneladas. A carga geral exportada alcançou 21,35 milhões de toneladas, com predominância da carga conteinerizada, que registrou 16,71 milhões de toneladas. Já os granéis líquidos somaram 6,31 milhões de toneladas, com destaque para óleo combustível, com 2,09 milhões de toneladas, sucos cítricos, com 1,07 milhão, e óleo diesel e gasóleo, com 1,02 milhão.
Portos do Paraná
Paranaguá e Antonina, administrados pela autoridade portuária Portos do Paraná, movimentaram 34,44 milhões de toneladas de cargas no primeiro semestre de 2026, entre importações e exportações. O volume representa crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, 22,30 milhões de toneladas corresponderam a exportações, enquanto as importações somaram 12,1 milhões de toneladas.
Como observado em outros portos, a soja foi uma das principais cargas responsáveis pelo desempenho no período. Nos seis primeiros meses do ano, foram embarcadas 9,47 milhões de toneladas do grão, volume 21% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, quando a movimentação da commodity somou 7,86 milhões de toneladas.
Outro destaque foram as cargas conteinerizadas, que somaram 8,7 milhões de toneladas no semestre, aumento de 8,9% em relação a 2025, quando a movimentação atingiu 8 milhões.
Itaqui (MA)
Estratégico para o escoamento de cargas pelo Arco Norte, o Porto do Itaqui (MA) movimentou 16,58 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026. Na comparação entre os resultados mensais de janeiro e junho, a movimentação passou de 2,09 milhões para 3,21 milhões de toneladas, crescimento de 53,5%.
No acumulado do ano por tipo de carga, os granéis sólidos responderam pelo maior volume, com 11,97 milhões de toneladas movimentadas. A principal carga do grupo foi a soja, que somou 8,5 milhões de toneladas no período.
Entre os granéis líquidos, foram movimentadas 3,86 milhões de toneladas, com maior volume para os derivados de petróleo em operações internas, que somaram 2,38 milhões de toneladas. Já a carga geral registrou 755,7 mil toneladas, puxada principalmente pela celulose, com 702,9 mil toneladas movimentadas.
Suape (PE)
O Complexo Industrial Portuário de Suape (PE) movimentou 13,7 milhões de toneladas de cargas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os granéis líquidos, compostos principalmente por petróleo e derivados, foram o principal grupo de carga no período, com 9,14 milhões de toneladas movimentadas. O volume representa alta de 40,1% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Na operação de contêineres, o porto registrou 333.786 TEUs, a sigla é usada no setor portuário para medir a quantidade de contêineres movimentados e tem como referência o contêiner padrão de 20 pés.
Já os granéis sólidos, categoria que inclui produtos como trigo, clínquer e coque, totalizaram 799,5 mil toneladas, avanço de 39% na comparação anual. Os veículos também aparecem entre os destaques do semestre, com 33.779 unidades registradas.
Portos da Bahia
Os portos públicos baianos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) registraram crescimento de 22,49% na movimentação de cargas entre janeiro e junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O Porto de Salvador apresentou a maior movimentação entre os portos administrados pela Codeba, com 3,79 milhões de toneladas, crescimento de 20,94% em relação ao mesmo período de 2025. As importações cresceram 31,84%, enquanto as exportações tiveram alta de 2,47%. Em junho, a movimentação chegou a 703,9 mil toneladas, avanço de 44,52% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
No Porto de Aratu-Candeias, foram movimentadas 3,70 milhões de toneladas no primeiro semestre, alta de 26,09% em relação ao mesmo intervalo de 2025. As exportações registraram crescimento de 95,77%, enquanto as importações avançaram 12,99%. Somente em junho, o porto movimentou 692,2 mil toneladas, aumento de 30,17% na comparação com junho do ano passado.
Localizado na região sul da Bahia, o Porto de Ilhéus foi responsável pela movimentação de 89,9 mil toneladas no primeiro semestre. Somente em junho, o terminal movimentou 11,9 mil toneladas, aumento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado teve como destaque a operação inédita de embarque de óxido de magnésio, novo produto incorporado à movimentação do porto. Ao todo, foram transportadas 8,7 mil toneladas da carga com destino ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Itajaí (SC)
No primeiro semestre de 2026, o Porto de Itajaí (SC) movimentou 2,6 milhões de toneladas, volume 40% superior às 1,86 milhão de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Em números absolutos, o acréscimo foi de 740,9 mil toneladas.
Na movimentação de contêineres, foram 238.873 TEUs. No primeiro semestre de 2025, haviam sido movimentados 136.385 TEUs, o que representa crescimento de 75%. Em junho, o porto movimentou 488,3 mil toneladas, volume 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Todos os dados da matéria são referentes ao período de janeiro a junho de 2026, com base em informações enviadas pelas autoridades portuárias.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
Fonte: Portal Portos e Aeroportos