:: S.Magalhães e Essemaga ::

De: Comex - 12/04/2019


Exportações para os EUA têm como destaque participação de 66,5% dos produtos manufaturados

 

As trocas comerciais do Brasil com os Estados Unidos não geram para o país um superávit tão elevado quanto aquele obtido no intercâmbio com a China (US$ 3,297 bilhões) no primeiro trimestre do ano e o saldo ficou em apenas US$ 143 milhões, mas, além desse equilíbrio o comércio bilateral com os americanos teve entre os principais destaques a participação altamente expressiva de 66,5% dos produtos industrializados no intercâmbio comercial com os americanos, contra apenas 2,31% nas trocas com os chineses.

 

De janeiro a março, as exportações brasileiras para os Estados Unidos tiveram uma alta de 4,51% e somaram US$ 6,667 bilhões. Esse valor correspondeu a 12,7% das vendas externas do Brasil no período. Enquanto isso, as importações cresceram 5,67%, totalizaram US$ 6,524 bilhões, com participação de 15,6% no total importado pelo Brasil no período. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia

 

Em termos de valor agregado, as exportações de produtos básicos, com uma receita da ordem de US$ 778 milhões, foram responsáveis por 11,7% do total embarcado para os Estados Unidos, com uma queda de 17,2% no período.  Com uma variação de 14,1%, os  bens semimanufaturados foram responsáveis por uma fatia de 21,8%, gerando uma receita de US$ 1,45 bilhão. Grande destaque na pauta exportadora para os EUA, os produtos industrializados responderam por 66,5% das exportações totais e somaram US$ 4,44 bilhões. No período, os embarques de bens manufaturados registraram uma sólida alta de 19,8%.

 

Nos três primeiros meses do ano, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos foram: semimanufaturados de ferro ou aços (US$ 783 milhões – participação de 12%), demais produtos manufaturados (US$ 392 milhões – participação de 5,9%), máquinas e aparelhos para terraplanagem (US$ 357 milhões – participação de 5,0%), partes de motores e turbinas para aviões (US$ 308 milhões – participação de 4,6%) e aviões (US$ 297 milhões – participação de 4,5%).

 

Do lado americano, o grande destaque ficou por conta dos produtos manufaturados, responsáveis por 88,2% das vendas totais ao Brasil, com uma receita de US$ 5,76 bilhões, apesar da queda de 9,2% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Já os produtos básicos tiveram um aumento de 36,8% para US$ 677 milhões, ficando com uma fatia de 10,4% do total exportado. Enquanto isso, os embarques de produtos semimanufaturados totalizaram apenas US$ 91 milhões (variação de 9,4%), equivalentes a 1,4% do total exportado pelas empresas americanas para o Brasil.

 

Mesmo com uma queda de 17,5%, os óleos combustíveis seguiram liderando a pauta exportadora americana, com um total de US$ 986 milhões. Outros destaques nas exportações americanas foram as hulhas (US$ 370 milhões), medicamentos (US$ 285 milhões), gasolina (US$ 275 milhões) e demais produtos manufaturados (US$ 231 milhões).